São Tomé e Príncipe, ao ritmo do leve-leve

Estávamos muito ansiosos e expectantes pois São Tomé e Príncipe era uma das nossas viagens mais desejadas. Como em qualquer viagem podemos ter uma noção, mas nunca a certeza do que iremos encontrar, sendo que para África, há aspectos que sabemos que estarão sempre lá!

Escolhemos este destino principalmente pela natureza, sendo este uma referência na costa oeste de África, mas também pelas suas praias e pela sua história tão ligada à nossa. Lemos muito sobre São Tomé antes de irmos mas sabemos que os nossos olhos vêm sempre tudo de outra forma. Nesta viagem fomos acompanhados pela João e pelo Rui, amigos da Ana de longa data que partilhavam connosco a vontade e o desejo de conhecer este pequeno paraíso.

Como já aqui referimos num outro post, adoramos África. Eu sou filho de um retornado orgulhoso e a Ana tem igualmente familiares que viveram muitos anos em África! Adoramos este continente pelos aromas, pela azáfama natural das suas povoações, pela personalidade das suas gentes… Acho que temos muito de África e alguma África tem igualmente muito de nós portugueses. Será aliás impossível dissociar África da história portuguesa dos últimos séculos.

São Tomé e Príncipe é um pequeno país constituído por duas ilhas e uma série de ilhéus a cerca de 300 km do continente africano. Tem cerca de 180.000 habitantes e era desabitado até 1470, altura em que os portugueses João Santarém e Pedro Escobar o descobriram.

A maioria dos viajantes que visitam este país optam pela ilha de São Tomé e ilhéu das Rolas mas foi sempre ponto assente que além destes, não podíamos deixar de conhecer a ilha do Príncipe, pois para termos uma noção verdadeira do país não a podíamos deixar de fora.

Assim que saímos do avião sente-se logo África! Embora fosse de noite, percebemos imediatamente que São Tomé e Príncipe tem todos os ingredientes para que se viva uma boa experiência. Já a caminho do hotel aproveitámos para cambiar dinheiro e percebemos que iríamos estar uma semana e meia a falar sobre milhões, pois 1€ = 25.000 Dobras. Trocando 400€ ficámos com 10.000.000 Dobras (10.000 contos, para os locais). Imaginem a quantidade de notas que tínhamos em nosso poder e as sempre engraçadas contas que fazíamos de cada vez que efectuávamos um pagamento!

Ficámos alojados na Sweet Guest House. É uma guest house muito acolhedora, apesar de simples, mas com o conforto necessário para ficar uns dias na cidade. É gerida pelo Edner Ramos, um orgulhoso e muito simpático Santomense que viveu e estudou em Portugal até resolver regressar a São Tomé para dar o seu contributo ao seu amado país. Fomos muito bem recebidos aqui e para quem aluga carro, como nós, esta poderá ser uma opção muito válida, uma vez que está ligeiramente afastada do centro da cidade, o que é óptimo.

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Nessa mesma noite jantámos no restaurante Papa-Figo. É um restaurante ao ar livre (aqui há clima para este tipo de luxos) onde a qualidade, principalmente do peixe, impera. Comida com qualidade, serviço rápido e preço justo (cerca de 8€/pessoa). A simpatia da proprietária é contagiante…

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São Tomé, enquanto cidade, não é muito organizada e limpa, mas na primeira impressão achámos que o povo é muito afável e simpático com os seus visitantes. As crianças estão habituadas a que lhes seja dado qualquer coisa, como doces, material escolar, brinquedos, etc… O Rui trouxe roupa e brinquedos para as crianças mas decidimos entregar tudo junto de instituições para que pudessem fazer a distribuição de uma forma mais eficiente, justa e racional.

Tínhamos era alguns doces que oferecíamos aos pequenitos que nos pediam pelo caminho mesmo perante as críticas da Ana que, com razão, era contra e nos avisava de que estávamos a contribuir para a mendicidade do povo. Habituando o povo a pedir estamos a contribuir para que continuem a depender de terceiros o que, por si só, não desenvolve de todo este país. Realçamos no entanto que vimos pelo país muitas pessoas a trabalhar e a lutar pelo dia a dia desta jovem nação. Este país é extraordinariamente rico em recursos naturais e a população não passa fome pois a terra e o mar dão tudo o que necessitam.

Pela manhã seguimos para a Ilha do Príncipe onde iríamos ficar as duas noites seguintes. Poderá continuar a seguir a nossa viagem pelo Príncipe aqui.

Regressados novamente a São Tomé tínhamos agendado a recolha de um jipe no aeroporto, o que nos permitiria fazer a ilha toda de carro e descobrir, por nós próprios, os encantos da mesma. Ora, primeiro descobrimos os encantos da frota automóvel santomense 🙂 O jipe que alugámos tinha no mínimo mais de 20 anos e estava num estado não muito bom… Desde pneus sem rasto, a sujidade, não funcionamento do ar condicionado… Enfim! Mas como diz o Rui, aqui toleramos dez vezes mais coisas do que se estivéssemos em Portugal! Alugámos o carro junto de uma agência local e não a privados, o que seria, à partida, algo que nos garantiria alguma qualidade (com a segurança não se brinca) mas infelizmente África tem destas coisas, por isso decidimos, aceitar o carro e iniciar o percurso pelo norte da ilha.

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O nosso objectivo era seguir até Santa Catarina e depois regressar visitando as Roças que tínhamos pelo caminho no regresso até à cidade! Como já saímos tarde, pois chegámos no voo do Príncipe perto das 11h, decidimos que seria preferível almoçar em Neves que fica a meio caminho.

A região norte é considerada a zona mais industrializada e tem muito pouco turismo. Para nós que vínhamos do Príncipe sentimos logo como diferença o povo um pouco menos afável, não tão dado à interacção, e a vegetação menos cerrada. Mas regra geral podemos afirmar que o santomense é extraordinariamente simpático, afável e interactivo. Vendo como vive esta gente percebemos que temos tudo e que nos queixamos muitas vezes quando temos tanto e eles tão pouco. Quem vem a este país não pode ter medo de falar com as pessoas, de conviver, de ser o alvo das brincadeiras das crianças.

Decidimos parar em Neves para almoçar no famoso restaurante Santola. O restaurante é muito peculiar e não foge muito das características da restante cidade de Neves. Fica num primeiro andar e é bastante simples.. Quanto às santolas (atenção que não são iguais às nossas) são servidas cozidas e inteiras. Pessoalmente não adorámos pois além de não virem arranjadas, não temos o recheio a que estamos habituados. No entanto as santolas são muito frescas e saborosas e vale muito a pena também pela experiência. Não achámos muito barato, tendo em conta os padrões de São Tomé e às quantidades enormes deste tipo de marisco que há neste país, mas também não podemos dizer que tivesse sido caro. Pagámos cerca de 15€ por pessoa.

Continuámos para Norte sempre junto ao mar e é muito interessante fazer este percurso até Santa Catarina, que foi em tempos uma roça, e é hoje uma vila de pescadores. A paisagem é muito bonita e impõe bastante respeito.

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Já no percurso inverso, fizemos uma pequena paragem na Roça de Diogo Vaz, uma das maiores na região norte, e que se encontra em funcionamento por ter sido parcialmente recuperada.

As Roças em São Tomé, após a independência em 1975 foram ocupadas pelos trabalhadores, muitas delas destruídas e pilhadas, e as que restaram, tiveram tudo menos manutenção. Hoje são pequenos povoados e funcionam um pouco como aldeias. Têm posto médico, escolas e algumas ainda produzem cacau (e algum café) mas apenas como subsistência. Cada trabalhador tem o seu quinhão e produz para vender de forma individual, utilizando as instalações da roça para fazer a secagem do cacau. Percebe-se, após a visita a estes espaços, como seria a capacidade produtiva destes locais e a importância que tinham para a economia local.

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É com muita pena nossa que vimos que, após o abandono dos portugueses, não se tenha conseguido que estas roças continuassem a produzir e a laborar em pleno, agora para total benefício do país e do povo. Mesmo correndo o risco de dar uma opinião controversa, os portugueses, por muito maus e opressores que possam ter sido (e foram!), produziam em grande escala e transformaram São Tomé no maior produtor mundial de cacau. Hoje, esse patamar é apenas uma miragem pois depois de tomarem as roças não conseguiram manter a produção, mas também não parecem preocupados com isso dado que o povo tem comida abundante

Não podíamos, neste percurso, deixar de visitar também o marco dos descobrimentos de Anabom, local onde os portugueses João de Santarém e Pedro Escobar desembarcaram em 1470 quando descobriram este pequeno paraíso.

A próxima paragem foi na Praia Lagoa azul, uma das praias mais bonitas na zona norte. É numa pequena baía de águas azuis turquesa e que juntamente com os embondeiros que a povoam lhe dão uma beleza única e especial… O Rui conversou aqui com um local licenciado em Direito na Universidade de Coimbra que neste momento trabalha em São Tomé pois sente a responsabilidade de contribuir para o crescimento do país… Este país precisa de mais pessoas assim…

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No regresso à cidade e já ao anoitecer, passámos ainda na Roça Agostinho Neto, a maior e mais emblemática da ilha, e conseguimos perceber a sua imponência e a importância que terá ter tido noutros tempos. Infelizmente já não tivemos oportunidade de ver tudo ao pormenor como pretendíamos.

A Roça Agostinho Neto recebeu este nome após a independência nacional em 1975, em memória do primeiro presidente de Angola. Foi fundada com o nome Roça Rio do Ouro em 1865 pelo Dr. Gabriel Bustamante, um traficante de escravos brasileiro e foi explorada a partir 1877 por José Luís Constantino Dias, o Marques de Valle Flor. A roça era constituída por seis dependências em várias localizações; Rio do Ouro em Guadalupe; Diogo Vaz, em Neves; Bela Vista e Valle Flor, em Santo Amaro; Boa Esperança e Nova Estrela, na Trindade. Em 1910 os caminhos-de-ferro da roça totalizavam já cerca de 68 km. Chegou a ter uma população de cerca 3000 pessoas. Tinha um hospital com maternidade e um centro de pesquisa, assim como uma capela e uma casa mortuária. Era, e funcionava, como uma autêntica cidade.

Regressados á cidade, e por indicação do nosso anfitrião Edner, fomos jantar ao restaurante 5 Sentidos, pertença de um jovem Chef português que supostamente inovava fazendo alguns pratos diferentes mas com produtos locais. O restaurante é ao ar livre e é bastante agradável, no entanto, e após longa espera, ficamos muito desiludidos, pois não havia nenhum prato especial e ainda nos cobraram 8,20€ por um copo de sangria. Enfim! Da nossa parte, não o poderemos recomendar!

No dia seguinte tínhamos como objectivo partir á descoberta da região interior, a mais verdejante da ilha, e iniciar o nosso caminho para Sul, pernoitando na Roça de São João dos Angolares, local onde o Chef João Carlos Silva prepara os seus pratos e em relação ao qual estávamos bastante expectantes.

De manhã cedo, iniciámos o nosso dia pelo jardim botânico situado à entrada do Parque Natural Obô a 1150 metros de altitude. Encontrámos o Sr. Estêvão, guia do parque, que nos deu algumas explicações sobre a flora da região e da ilha. Explicou também que o parque foi desenvolvido através de um apoio da UE que terminou em 2010 e desde essa altura o estado deixou de apoiar o parque e dos 40 colaboradores daquela época, existem hoje apenas 3. Neste momento o jardim vive praticamente das contribuições que os seus visitantes fazem.

O parque Obô, cujo nome em crioulo significa “bosque selvagem e impenetrável”, ocupa cerca de um terço da ilha e tem, além da grande mancha verde no interior da ilha, mais duas zonas protegidas, os manguezais a sul e a região dos embondeiros da Lagoa Azul, a norte. Há dois trilhos pedestres que, desde que sejam programados, podem ser realizados com guia a partir do Jardim botânico do Bom Sucesso: a subida ao Pico de São Tomé e a Lagoa Amélia.

Já de caminho para a Roça Monte Café ainda tivemos tempo para conhecer a Cascata São Nicolau mas a chuva intensa impediu-nos de apreciar a sua beleza ou tomar banho nas suas águas cristalinas.

O Monte Café é a única roça onde ainda se produz a variedade de café arábica na ilha. O café tem a particularidade de apenas crescer a cerca de 1.000 metros de altitude e por isso só nas zonas altas é possível cultivá-lo. Os santomenses são muito orgulhosos do seu café mas, na nossa opinião, não têm a quantidade nem a qualidade de outros, mas é bastante aromático. A roça tem também um pequeno museu mas na altura em que visitámos estava encerrado porque o edifício principal onde o mesmo estava implantado começou a ruir.

Aqui por 100 contos (4€) podemos aprender sobre o processo de transformação do café desde o cultivo, passando pela colheita e tratamento. No final, somos brindados com uma prova de café. Claro que, depois de termos conhecido outras plantações de café (Colômbia), esta não nos encantou, mas vale sempre a pena conhecer Como praticamente todas as outras roças está muito destruída e tem inclusivamente edifícios históricos em ruínas. Infelizmente, o estado santomense não conseguiu, em nenhuma roça, criar riqueza com as estruturas deixadas após a independência do país e as que produzem alguma coisa tem investimento privado.

O governo terá de apostar cada vez mais no turismo principalmente na parte cultural. São Tomé e Príncipe tem história, gastronomia, cultura e costumes que devem ser preservados e divulgados… Isso, aliado às praias e natureza, e este país seria, com certeza, um caso muito sério no turismo. No entanto, incrivelmente, este é um dos países menos visitados do mundo, segundo relatório anual da Organização Mundial do Turismo (OMT).

No final, fomos almoçar à casa museu Almada Negreiros na roça Saudade. Esta casa é parte integrante de um projecto de revitalização da casa onde o escritor nasceu que tem como objectivo, não só preservar a sua memória, mas também fins sociais perante a população. O Rui aproveitou para deixar aqui parte das T-Shirts que tinha trazido pois pareceu-nos a melhor solução para uma distribuição mais justa. Adorámos o almoço que estava delicioso e fomos extraordinariamente bem recebidos pelo Joaquim! Aconselhamos vivamente a visitarem e a não perderem este espaço.

Após o almoço rumámos a sul cruzando pelo caminho a cidade de Trindade, local onde ocorreu em 1953 o massacre de Batepá, ainda hoje recordado em São Tomé e cujas vítimas foram elevadas ao estatuto de heróis e de mártires da causa santomense.

Pretendíamos pelo caminho ir parando nas praias à medida que percorríamos a costa este do país. Tivemos azar com o tempo… Fomos passando pelas praias mas sem ter a possibilidade de nos banharmos nas águas tépidas do Atlântico.

Chegámos já ao final da tarde a São João dos Angolares e percebemos que não iríamos ter “a companhia” do famoso cozinheiro Santomense. A casa já teve melhores dias mantendo-se praticamente inalterada. Foi o alojamento mais fraco que tivemos durante a viagem mas que acaba por ter o seu encanto por se tratar de uma antiga roça e ficarmos alojados na casa senhorial. O jantar foi servido apenas para nós e sem a presença do Chef João Carlos Silva pelo que a experiência foi nula… Não compensou de todo termos ficado aqui alojados. Sabemos, até por amigos que já cá tinham estado que, é frequente haver menus de degustação e que são bastante interessantes, mas infelizmente não tivemos essa sorte.

De manhã concluímos a rota do sul até à praia Inhame onde ficaríamos alojados para dar início a uns dias de relax depois de visitarmos praticamente o país todo.

Pelo caminho, passámos pelo famoso Pico do Cão Grande, mas como tempo estava muito nublado não podemos ter a perspectiva total do mesmo.

Passámos também pela Boca do Inferno, um pequeno canal de formação rochosa penetrada pelo mar, cujas ondas e sons que nela se formam lhe deram a fama de local perigoso associado ao demónio. Para trás ficaram a roça Agua-Izé, outra das mais importantes mas igualmente ao abandono, e a bela praia Micondó.

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Depois a natureza… Neste país a natureza deslumbra, faz-nos sentir pequenos perante tamanha bênção e riqueza… Este povo é tao rico e ainda não percebeu isso…

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Passámos por inúmeras praias, pelos manguezais, Ponta Baleia e após Porto Alegre entrámos em piso de terra batida que nos levou ao nosso hotel, o Praia Inhame Eco Lodge. Bungalows de frente à praia, simples mas funcionais, bonitos sem grandes luxos e aliados ao facto de a praia ser linda e deserta. Uma óptima opção para viajantes menos exigentes.

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Fomos a pé até à praia da Jalé, um santuário ecológico e local de desova para as várias espécies de tartarugas existentes no arquipélago.

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Aproveitámos também o que a natureza dá e deliciámo-nos com uns cocos para abrir o apetite.

No final para nos entretermos decidimos fazer um lanche na praia piscina e aproveitar o resto do dia de sol com que fomos brindados.

As paisagens são maravilhosas e as praias magníficas… mas é tão triste, ver que os locais não defendem o seu património . Fartámo-nos de apanhar vidros que estavam espalhados na praia… Um perigo para uma qualquer criança que posso aqui vir brincar

Na manhã seguinte, o ilhéu das Rolas era o nosso próximo destino…

No regresso sentimos que ficámos mais ricos com a experiência e totalmente encantados. Um dia, havemos de voltar, apaixonámo-nos por este povo e por este país do leve-leve..

Nota: Viagem realizada em Outubro de 2016

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3 Comments Add yours

  1. Obrigado pelo vosso comentário. Lamentamos que tenham ficado com essa impressão ao ler a nossa crónica de viagem, quando na verdade adoramos o país e o povo santomense. Talvez não o tenhamos conseguido transmitir dessa forma. No entanto, e como em qualquer viagem e em qualquer país, existem sempre situações melhores ou piores, mas isso não invalida o país fantástico que é São Tomé.

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  2. Aninhas diz:

    Sem dúvida, o tipico tuga armado que conhece tudo.
    E não foi nada de especial, olhem se fosse… Realmente, viajar só não basta, fazer a volta ao mundo não basta. Tem que se sentir!
    Mas parabéns mais um ponto no vosso mapa.

    Ana Stuart

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  3. João Grande diz:

    Bem vocês com as vossas descrições e caganças do” ja vi melhor ali do que aqui”…não podem ter uma frase final como a deste texto…porque criticam e nunca estão satisfeitos com aquilo pelo que passaram. Para quem tem passado em África, pouco ou nada sabem o que é viver e sentir África…

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